A MINHA TRANSIÇÃO CAPILAR - EM FOTOS

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Olá amores,
No canal do Youtube: Carlinha Rodrigues, já possui uma vídeo, onde conto um pouquinho da minha transição. Mas, muitas leitoras me pediram para postar esse processo em fotos.
Então, cá estou para publicar imagens que nunca pensei em divulgar antes.
Mas, já que é para as minhas lindas <3 se inspirar, o pedido é uma ordem. Vamos-lá!
Minhas história começa assim...
Em junho de 1990 nasceu uma mocinha, que herdou dos seus pais os cabelos crespos (papai) e cacheados (mamãe).
Desde de pequenina os cachinhos já reinava na minha cabeça e toda vida sempre tive muuuuuuuito cabelo (conforme a foto abaixo). Mas, de acordo com o meu crescimento as minhas madeixas desenvolveram bastante.
E o mais triste, é que naquela época as empresas fornecedoras de cremes capilares, estavam completamente focadas em cabelos lisos (Por que era moda).
Quando minha mamãe desembaraçava meus cabelos, eu chorava muito. Infelizmente, ela não tinha muito conhecimento de como desembaraçar de forma correta, e as informação não ficava tão explicitas como hoje.
Então, como uma atitude de desespero por me ver chorar/sofrer todos os dias para pentear os cabelos. Minha mãezinha se rendeu aos tratamentos químicos relaxamentos e alisamentos (E naquela época não tinha produto especifico para infantil, utilizava-se para adulto).

Infelizmente todas as minhas fotos de 07 aos 15 anos, meus cabelos só ficavam presos, trançados ou com coque. Então, não tenho nenhuma foto legal para mostrar os meus cabelos. =(
Sem contar que usar os cabelos presos frequentemente, contribui bastante para ficar fraco, quebradiço e ressecado.
Aos 15 anos, eu estava mais independente e vaidosa, queria usar meus cabelos soltos igual as minhas amigas. Então, fazia a combinação: alisamento de 3 em 3 meses + Escova e Chapinha (Prancha) toda santa semana.
Se isso não bastasse, eu cai na loucura de aplicar mais uma química que era a tintura (fiz uma clareamento nos fios com tinta e em casa).
Resultado: Cabelo muito quebrado e ressecado.
Aos 18 anos, foi o "boom" da progressiva e seus milagres. Seu resultado mega-liso ficava bem melhor do que o alisamento. Comecei a fazer em uma salão de BH no período de 6 em 6 meses. E na terceira aplicação, aconteceu o que mudou a minha vida.
Tive um corte químico e uma terrível queda de cabelos. (Juro que não gosto de lembrar muito dessa fase, me deixa muito triste. Me sentia a mulher mais feia do universo, não tinha auto-estima).
E foi quando decide nunca mais utilizar nenhuma química para mudar a estrutura dos fios, independente do resultado final.
E minha transição começou assim, aos 20 anos:
A principio por vergonha, fiquei meus primeiros 8 meses de transição usando o cabelo preso com o penteado: rabo-de-cavalo (bem preso).
Quando observei, meus primeiros cachinhos formados da raíz e feito um espiralzinho, me animei muito!
Nunca passou pela a minha cabeça que meus cachinhos voltassem a ser o que era de criança. Sempre achei que ficaria no meio termo (liso/cacheado), devido aos grande tempo utilizei produto químico.
Acredito que uma das escolhas mais difíceis do processo de transição, é o corte.
Qual o tamanho tem que ser cortado? Tive medo, coração apertado, pensava quase sempre na reação das pessoas.
Entretanto, aos 21 anos criei coragem e optei por cortar uma pouco mais abaixo dos ombros.
Com o corte, meu cabelo ficou mais leve e os cachos começaram a definir. Assim, consegui esconder a parte lisa com a técnica de passar o creme de pentear e amassar com a ponta dos dedos.
Aos 23 anos me livrei de toda a parte lisa, cortando os cabelos na altura dos ombros. Mas, devido o fator encolhimento ele ficou bem curto. Confesso que isso me deixou muito triste, pois sempre fui acostumada com cabelo grande.
 5 meses após o corte:
Comecei aceitar o tamanho do meu cabelo, e percebi que se cuidasse com muito carinho e hidratações o resultado seria lindo. Daí em diante elogios nunca faltaram, e sempre foi de pessoas que não me conheciam. Pois as pessoas que eu conhecia era só crítica, infelizmente elas acreditam que "cabelo cacheado é ruim e liso é bom". =(
Enfim, eu desconheço essa informação. Isso é puro preconceito ou falta de conhecimento. 
10 meses após o corte:
A ansiedade para ver o cabelo grande continuou, mas coloquei foco em outros assuntos e ele foi crescendo sem que eu percebesse.
Quando assustei já tinha passado da onde esperava. 
Aos 24 anos!
Me deparei com os cabelos crescendo como nunca, que era o que mais queria. Porém, com o peso dos cachos estou perdendo muito volume, que também amo bastante. Mas, nada que uns truques e outros não resolva meu probleminha. =D
Hoje aos 25 aninhos:
Estou deixando a vida e Deus me guiar, para ver o resultado que meus cachinhos vão ficar.
Graças a essa transição, estou podendo compartilhar  tudo que passei de bom e não tão bom nesse período.
Quero poder ajudar, assim como fui ajudada por alguns grupos em redes sociais.
Com essa fase da minha vida aprendi:
  • Respeitar os limites do meu corpo. Meu corpo é um presente que Deus me deu, cabe a minha pessoa cuida-lo com o mesmo amor que ganhei. 
  • Fazer o que gostamos, e não o que os outros esperam, nem sempre vou poder agradar a todos.
  • As pessoas que amamos as vezes tem preconceitos, isso não significa que elas são más pessoas. Talvez, seja apenas falta de conhecimento. 
  • Trabalhar duro e dar tempo ao tempo, que o resultado vai chegar.
  • A vida passa muito rápido e temos que aproveitar o máximo possível as coisas boas que ela nos oferece.
Enfim, espero que tenham gostado da minha história. Confesso que não foi fácil expor a minha história. Mas, cada vez que conto sei que estou ajudando mais pessoas. E isso é gratificante!
Se quiserem mais algum post diferente é só deixar nos comentário.
Um super beijo e até a próxima.

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Feito com ♥ Lariz Santana